Rastreio do cancro do colo do útero na ilha do Príncipe - dados preliminares
A ONG Ascendere, entre outras actividades, realiza o rastreio do cancro do colo na ilha do Príncipe, São Tomé e Príncipe. Para tal, desloca uma equipa médica à ilha, quatro vezes por ano, durante uma semana. Durante esses períodos, são colhidas citologias cervicais, realizadas colposcopias e tratamento de lesões pré-invasoras (conizações).

Este projecto conta com o apoio do LAP - Laboratório de Anatomia Patológica e não seria possível sem a doação de material efectuada pelo Dr. Daniel Pereira da Silva.
Mais recentemente, foi estabelecida uma parceria com a Femicare, uma instituição belga dedicada à investigação da patologia do tracto genital feminino.
Em Maio de 2016, no 24º Congresso Europeu de Ginecologia e Obstetrícia, em Turim, foram apresentados os primeiros dados relativos à flora (microbioma) vaginal e ao rastreio do cancro do colo.
Ainda que se trate de uma análise preliminar (apenas 100 casos), foram encontradas grandes surpresas, nomeadamente: 73% apresentam flora vaginal anómala (sendo que 66% têm vaginose bacteriana e 25% vaginite aeróbica - isoladamente ou em simultâneo) e a taxa de infecção por HPV é bastante elevada (34%), embora não tenha sido detectada a presença de HPV 16 - facto inédito!
Aguarda-se a confirmação destes resultados, com o aumento da série.
Agradecemos a colaboração de todos os que têm tornado possível este magnífico projecto!